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  CURIOSIDADES DE LUGARES E CIDADES
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A origem de Budapeste

O nome de Buda não tem nenhum contato com o deus Buda, ou Budismo, e o nome Peste não têm ligação nenhuma com a epidemia, a peste. Ambos os nomes têm origem numa remota língua eslava. Assim, o nome Buda foi um mau-entendimento da palavra eslava “vadá”, que significa água e Peste significa forno ardente para fabricar ladrilhos. Tudo isso tem a ver com as fontes termais da cidade.

Budapeste e quase toda Hungria dispõe de uma grande riqueza de fontes termais. Isto significa que toda a terra é de origem vulcânica, e abaixo do solo ocorrem movimentos de vulcanos e águas quentes, onde criaram-se sistemas de grutas, lagos subterrâneo e grandes números de fontes de águas quentes (de 40 á 76 graus Celsius, quase ferventes).

E na base destas fontes, foram construídas as termas, durante o império romano. As termas têm a água muito quente, entre trinta e quarenta graus. Essas águas são muito recomendáveis contra doenças como reumatismo, doenças do estômago, e ajudam a circulação do corpo, como também servem para rejuvenescer qualquer pessoa!



A historia da cidade

Se quisermos conhecer a cidade, temos que saber alguns pormenores da história de Hungria. A metade ocidental do território atual já foi habitada pelos romanos da antiguidade, é por isso que até hoje encontramos vestígios romanos neste território. Depois da queda do Império Romano, que eram povos bárbaros, por ex. os visigodos, avaros e os hunos que habitavam esta zona.

O povo Magiar (que quer dizer húngaro, em húngaro) tem as suas origens na Ásia. Originalmente, viviam nas planícies asiáticas entre condições nômades e depois de larga migração em vários países chegávamos às estepes da Hungria atual e no ano 896 conquistáramos a Bacia dos Cárpatos. Ficaram instalados nesse lugar, aceitaram o cristianismo e o Santo Estevão, que originalmente era um chefe pagão, recebendo a coroa do Papa, e coroado no ano 1000 como primeiro rei de Hungria. Ele tinha grande mérito a ter cristianizado o povo pagão, e assim é que o povo húngaro conseguiu sobreviver tantos séculos, em contrário dos povos nômades como os hunos de Attila que desapareceram totalmente.

Mas na altura, nem todos os húngaros ficaram contentes com a cristianização e levantaram-se muitas vezes, e mataram os chefes católicos. A Colina de São Gerardo em Buda tem se o nome, pois é nesta colina, onde o primeiro bispo dos Magiares, São Gerardo foi colocado em uma pipa e atirado para o rio Danúbio pelos pagãos.

Ao lado esquerdo do Danúbio está Peste, onde a parte mais histórica é a Praça dos Heróis.

A Praça dos Heróis e arredores
O Millenario

O ano mais importante na história de Budapeste foi o de 1896. Os Magiares chegaram para Bacia dos Cárpatos no ano 896, mil anos mais tarde festejando o ano milenar da chegada dos húngaros, com festas, celebrações e muitíssimas construções, que deram um impulso para evolução de Budapeste. Um exemplo das inaugurações para o Milionário é a Praça dos Heróis, onde encontramos estátuas das mais destacadas figuras da história húngara.

A Praça dos Heróis
Para compreender o peso e a importância da construção desta praça, temos que conhecer a época da construção. Foi no século XIX, depois da grande guerra de independência da Áustria, que os húngaros tinham perdido contra os Habsburg. Mas alguns anos depois, o povoado húngaro fez um grande compromisso, as pazes com Áustria. Firmaram um contrato entre os dois países, onde os húngaros receberam muito mais direitos: o direito de ter indústrias (não somente agricultura; o pais dos Magiares foi fornecedor de imensos territórios europeus de vinho, de frutas, trigo e vacas) e de modernizar as três cidades, Peste, Buda e Óbuda, construir um novo sistema de ruas, avenidas e bulevares (como em Viena), de construir um Parlamento (como em Viena), e de construir uma Ópera (como em Viena). Foi nesta época heróica, quando a Hosök tere (Praça dos Heróis), a maior praça de Budapeste, foi construída dentro do Parque Municipal, no fim da Avenida Andrássy, destacando um monumento de 36 metros de uma coluna rodeada pelos 7 imponentes chefes de tribos húngaras, acima o Arcanjo Gabriel, construído em 1896 em comemoração aos mil anos do primeiro assentamento húngaro. E ao arredor vê-se uma galeria semicircular de figuras de reis e chefes de revoluções durante mil anos de historia húngara.

Os nossos antecedentes construíram uma grandiosa praça e completa para o milenário.

Mucsarnok – Galeria de Arte
Ao lado direito da praça encontra-se a Galeria de Arte, (Mucsarnok) onde organizam exposições temporais. É um edifício neoclássico construído para o milenário também, assim como o prédio em frente, o segundo maior na Europa.

Museu de Belas Artes
Ao lado esquerdo da praça ergue-se o Museu de Belas Artes. A primeira exposição foi doação da família Eszterházy, a mais rica da Hungria, esta é a segunda maior coleção de pintores espanhóis na, Europa (depois do museu Prado em Madri). O museu orgulha-se com quadros de El Greco, Murillo, Velásquez, Goya... mas tem uma bela seleção de impressionistas franceses e pintores flamencos, arte de Italia dos séculos XVII e XVIII. Vale a pena conferir a exposição do Egito também.

A Praça
No meio da praça está fixada uma coluna, e ao redor desta se vê os chefes das sete tribos húngaras: Árpád, Elod, Ond, Kond, Tass, Huba e Töhötöm. No alto sobre a coluna já podemos observar o símbolo da Hungria, a católica: o arcanjo Gabriel. Numa galeria semi-redonda encontramos num lado: os reis e chefes mais importantes da história húngara: Santo Estevão, o fundador, São Ladislaus, Kaloman, o sábio, Béla IV, o segundo fundador do país, os dois reis da dinastia Anjou: Carlos Roberto e Luis Grande. No outro lado vê-se o conde János Hunyadi, o vencedor dos turcos, o seu filho, Matias Corvinus, o justo rei renessantista e humanista, os três príncipes de Transilvânia, lutadores contra os turcos e os dois chefes de revoluções: Ferenc Rákóczi II. e Lajos Kossuth.

Túmulo do soldado desconhecido
A Praça dos Heróis fica ligada com o centro de Peste com uma avenida espetacular e muito imponente com a sua extensão de 2,5 quilômetros: a Avenida Andrássy, onde antigamente (no principio do século XIX) a aristocracia húngara tinha uma grande zona verde, foram montando a cavalo e as damas em carruagem, para ir reunir-se no território do parque municipal, para elaborar as condições da independência húngara de Áustria. Deste movimento desenvolveu-se a Grande Revolução Húngara de Independência de 1948-49. A Avenida foi construída depois, passo a passo, onde tinham os seus castelos e casas para passar o inverno. Quando o tráfego da nova moda (os automóveis) os enervou, então iniciaram obras subterrâneas, quer dizer a primeira linha de metropolitano sobre o continente europeu, que foi construído para festejar o aniversário de mil anos de existéncia da Hungria, em 1896. Os primeiros passageiros foram o Imperador Francisco Josef e a sua esposa, a belíssima Sissi. Eles ficaram contentíssimos com a construção do trem subterrâneo.

O Parque Municipal
O Parque Municipal é ótimo para um passeio ao ar fresco dentro da cidade. Neste parque encontra-se o zoológico, o banho termal Széchenyi, um castelo romântico que foi construído para festejar o aniversário de mil anos da existência da Hungria,, um parque de diversões chamado Vidámpark, tudo cercado por um lago onde no inverno se pode patinar sobre gelo.

O Jardim Zoológico
No século XIX já existia também o Jardim Zoológico (como um dos primeiros na Europa) com diferentes animais exóticos. A nossa querida Rainha Sissi nos concedeu duas girafas para a inauguração da instalação. A fundação foi idéia dela também.

Avenida Andrássy
Museu Liszt Ferenc (Franz Liszt)
O Museu dedicado ao compositor e pianista Franz Liszt foi aberto em 1986 quando comemoraram o aniversario da morte do famoso compositor Ferenc Liszt (1811-1886), que habitou esta casa e onde deu aulas de piano e após fundou-se a primeira Academia de Música da Hungria O edifício tem estilo neo-renascentista, e contem instrumentos, objetos e documentos originais de Ferenc Liszt.

Casa do Terror
Terror Háza (Museu do Terror) – A casa alberga um museu às vítimas do nazismo (de 1944 e 1945) e do comunismo (entre 1945 e 1956). Na pós guerra, entre 1945 e 1956, a mesma casa serviu de centro dos conselheiros secretas russos. Na exposição temos imagens que nos relembram a altura preta que o pais sobreviveu durante o século XX. A exposição é feita com métodos criativos, tendo na exibição um tanque da segunda guerra mundial. Muitas vezes há mostras temporárias, vale à pena conferir! Depois de lá, segue-se ao museu do Terror, no centro da cidade, que foi prisão, local de tortura e extermínio, tanto na época dos Nazistas, como na dos Comunistas. O lugar tem uma atmosfera extremamente pesada, mas DEVE ser visitado. Nem quando vamos a esses lugares, conseguimos ter idéia do que seja algo parecido com isso. Nem a ditadura (que foi terrível) nos parece tão monstruosa quanto ao Nazismo e o Comunismo.

A Grande Ópera
Chama-se “Magyar Állami Operaház” em húngaro. É um edifício eclético, mais que nada neo-renascentista construído no século XIX, pintado com murais do pintor Károly LOTZ e Árpád FESZTY. Organizam visitas guiadas todos os dias às 3h e 4h da tarde. Na Ópera apresentam óperas, espetáculos de balé clássico, concertos e shows de dança. Funciona como um grande centro cultural da cidade e ponto de referência.

No lado de Peste
A maior parte dos prédios em Peste foi construída no fim do século XIX. Conhecemos esta época com o nome do Império Áustro-Húngaro, ou a “belle epoque”.

Nesta época, famosa e rica, construíram muitos edifícios famosos, por ex. a Catedral do Santo Estevão, a Grande Sinagoga na Rua Dohány, que representa a maior sinagoga da Europa e segunda maior do mundo inteiro. A Ópera, de que Francisco Josef, o imperador austríaco (Habsburg) que tinha medo de seguir para lá e encontrar os húngaros rebeldes, por isso a construção tinha que ser menor do que a Ópera de Viena. Só foi com essas condições que Francisco Josef deu o seu apoio para a construção. Em Peste temos também a influência francesa – a da companhia Eiffel – que ficou famoso depois de ter batido a Torre Eiffel em Paris e em Budapeste construiu a estação Nyugati Pályaudvar de caminhos de ferro em Peste, e a ponte Margarida.

A Basílica Santo Estêvão
A igreja mais importante de Budapeste e a maior também, que tem a capacidade para 8.000 pessoas, junto com o prédio do Parlamento Húngaro forma o par de edifícios mais altos da capital (96 m). O número 96 simboliza a chegada dos húngaros na bacia dos Carpatos no ano 896. A igreja foi batizada com o nome do primeiro rei húngaro, que fundou o primeiro estado húngaro, obrigou-o cristianizar e depois da sua morte o rei tornou-se santo. A igreja foi construída no século XIX sob estilo neoclássico. Chama-se basílica, mais não é uma basílica clássica, é uma igreja de forma de cruz grega. Os restos mortais, a sagrada mão direita do Rei Santo Estevão conserva-se na capela detrás do santuário. Há 2 anos os restos mortais do melhor futebolista de todos os tempos (a ballábas csatár), Öcsi Puskás está também enterrado nesta igreja. Frivolmente se diz, que não somente a sagrada direita, mas também o sagrado (pé) esquerdo está aqui nesta igreja.

Nos últimos anos há também outra novidade na igreja. Depois de vir a Buda, a segunda sede do primado da igreja católica, a Basílica Santo Estévao já tem outra função, de ser a Catedral de Budapeste.

A Grande Sinagoga
Também conhecida como a sinagoga da rua Dohány, esta é a maior sinagoga da Europa. Pode assentar 3000 fiéis. Foi construída em meados do século XIX em estilo romântico, combinando elementos neomauriscos e neobizantinos, pelos arquitetos Lajos Förster e Frigyes Feszl. O prédio deu muita polêmica, foi determinado pelos neologos, ramo de judeus mais modernizadores. A Sinagoga possui duas torres decoradas com ar mouresco, nove naves abobadadas, decoradas com tijolos art deco, tem órgão de boa acústica e outros elementos da modernidade, que o tornam num edifício único no seu estilo. No interior entende o Museu Judaico, com a história do povo judeu. A casa do nascimento de Theodor Herzl estava no lugar onde está o Museu agora. Atrás do edifício ergue-se o Arvore dos Mártires Judeus de Budapeste.

A Hungria considera-se um dos países com uma das maiores comunidades judaicas da Europa. Em Budapeste contam-se 20 sinagogas. Aos finais de agosto organiza-se o Festival Judaico de verão, com grande número de programas: óperas, concertos, filmes, exibições etc.

O Parlamento
O prédio do Parlamento Húngaro é o prédio maior e mais bonito da Hungria. Está à ribeira do Danúbio. Foi construído utilizando uma fusão de estilos arquitetônicos, (predomina o neo-gótico) inspirado no Parlamento de Londres. O edifício considera-se um dos maiores parlamentos no mundo, sobre a superfície de 18 000 metros quadrados Tem 700 salas e gabinetes, 27 entradas, nos seus 2 lados simétricos erguem-se a Câmara Alta e a Câmara Baixa, hoje é o lugar da assembléia nacional com 386 deputados. Tem uma sala central com cúpula, onde guardam a coroa do primeiro rei húngaro, do Santo Estêvão. O edifício está muito bem decorado, com muitos detalhes e pinturas em ouro, as paredes cobertas de mármore e estátuas de piro granito, que quer dizer cerâmica muito dura. A altura da cúpula é de 96 metros, em homenagem ao aniversario da fundação da Hungria no ano 896.

De Peste para Buda – atravessamos o Danúbio
O Rio Danúbio é o mais importante da Europa. Nasce na Selva Negra e desemboca no Mar Negro. Existem enormes barcos-hoteis, cruzeiros, que atravessam uma boa parte de Europa e mostram as cidades mais importantes aos seus visitantes, como Viena, Bratislava ou Budapeste. Os passageiros podem sair nas cidades e fazer programas de concerto, city-tours e passeios.

As pontes de Budapeste
Para ir de Buda ou de Óbuda para Peste temos que atravessar uma das nove pontes. A primeira ponte, a Ponte das Correntes (em Húngaro Lánchíd) que foi construída em 1849, é a mais bonita.

Junto á estátua da Liberdade que é o símbolo de Budapeste. A ponte de Margarida (Margit-híd) foi construída como segunda permanente sobre o Danúbio. Esta ponte faz o conexo entre as três cidades e a ilha do mesmo nome. A ilha é praticamente um enorme parque, não vivem pessoas lá, há apenas piscinas, banhos termais, quadros de tênis e campos de desportes. Recebeu o nome da filha santa do rei Bela IV, que viveu nesta ilha.

A ponte da Elisabeth é a ponte mais elegante, mais fina, parecida à mulher de quem recebeu o nome, a belíssima Sissi. No outro lado da ponte vê-se a ponte Liberdade, cujo nome original era ponte de Francisco José, denominado do imperador austríaco, esposo da Sissi. São as 4 pontes mais antigas de Budapeste, já existiam antes da segunda guerra mundial. Foram todas explodidas e toda a cidade foi destruída também. No pós-guerra retornaram-se as obras para reconstruir tudo.

A Ilha Margarida (ou Margitsziget em húngaro)
Esta ilha tem uma historia muito triste, mas os húngaros gostam muito da historia e da ilha também...

Uma vez... no passado distante e romântico ... Um rei, o rei Béla IV, já o nome foi esquisito para um latim, não é? O país dele foi invadido pelos tártaros, (mongóis) e ele, mesmo com grandes lutas, não podia vencê-los. Não teve outra possibilidade, que a não ser prometer: Se puderem vencer aos tártaros, a filha dele que vai sacrificar-se como serviente de Deus. E foi assim que a pequena foi viver com as monjas dominicanas. Ela foi canonizada pela Igreja Católica Romana em 1943 em Budapeste, e a ilha onde Margarida viveu que foi testemunha da vida santa, em sua homenagem, recebeu o nome dela. Hoje em dia é chamada Margitsziget – Ilha de Margarida.

Com uma extensão de 2,5 km e uma largura de 500 metros, pode ser atravessado numa volta em cerca de 2 horas em um ritmo calmo. Mas vale a pena gastar 4-5 horas aqui. Durante a ocupação turca toda a ilha funcionava como um harém.

Há mais de dez mil árvores na ilha, plátanos a maioria delas, cuidadosamente plantadas por vários jardineiros Habsburg para neutralizar os estragos das inundações. Existem várias amenidades na ilha: a Piscina Nacional, os Banhos termais Palatinus, dois hotéis, um Lido, quadras de tênis, um teatro ao ar livre, um jardim de pássaros exóticos, um jardim de rosas, um japonês e um jardim de esculturas.

Ao lado direito do Danúbio: Óbuda e Buda
Colina do Castelo – Várhegy em húngaro
Castelo Real (com a Galeria Nacional, Biblioteca Nacional, Museu Histórico, Palácio Sándor, Teatro de Dança Húngara), é Cidade Medieval (Igreja Matias, Bastião dos Pescadores, ruínas do Mosteiro Dominicano – agora Hotel Hilton, instalado nos anos 70 ao desejo de Zsazsa Gabor, atriz húngara, naquela altura senhora do dono da cadeia Hilton. Museu da Historia Militar, Igreja Maria Magdalena, Labirinto)

De Peste, podemos chegar atravessando à ponte das Correntes (ou Lánchíd) que foi construída em 1849, como a primeira ponte entre as duas margens do rio. A ponte é decorada por dois leões de cada lado. Desde a ponte podemos subir com o Teleférico (Bonde) da Colina do Castelo (em húngaro Budavári Sikló) e ver acima uma das vistas panorâmicas mais espetacular.

Chega-se perto do pássaro simbólico dos Magiares, aos pés do Turul. A lenda fala que foi este pássaro de fantasia que mostrou o caminho aos húngaros, para ir às planícies com águas e pastos abundantes no século nove. É assim, que os húngaros, chegando da Ásia, encontraram a nova pátria para se estabelecer para sempre.

Na Colina do Castelo vêem-se duas partes:

O Castelo de Buda (em húngaro Budai Vár) é o castelo histórico dos reis húngaros, construído na encosta sul da Colina do Castelo no século XIII pelo Rei Bela IV. Com o tempo, os soberanos húngaros anexaram novas alas ao forte, incluindo um Palácio Real. Depois da ocupação turca, no século XVIII foi reconstruído em estilo barroco, chamado de Castelo Real (em húngaro Királyi Vár) e Palácio Real (em húngaro Királyi Palota).
O Bairro do Castelo (em húngaro Várnegyed) é a Cidade Medieval de Buda, famosa pelas suas casas e edifícios medievais, barrocos e oitocentistas, no meio dela a Praça da Santíssima Trindade, a Igreja Matias e o Bastião dos Pescadores.
A Colina do Castelo, com o Castelo de Buda e a cidade medieval, junto com as Margens do Danúbio, e a Avenida Andrássy foram classificados pela UNESCO, em 1987, como Patrimônio da Humanidade.

O Castelo Real
No alto do morro, seguindo ao sul da praça central, fica o Castelo Real erguido na Idade Média, com uma última grande reforma em 1790, em estilo barroco. Depois de ser destruído totalmente na segunda guerra mundial, e renovado por fora no estilo original e dentro moderno, atualmente abriga vários museus e atrações.

Galeria Nacional (Magyar Nemzeti Galeria) ocupa a maior parte da estrutura interna do palácio. Tem uma coleção de arte que começa no século X e segue até os dias de hoje, somando mais de cem mil objetos de arte. Apresenta a maior e melhor coleção de pinturas e esculturas da Hungria

Biblioteca Nacional Széchenyi, no interior do Castelo, fundada em Budapeste em 1802, tem cerca de dois milhões e meio de volumes e mais de quatro milhões de outros documentos.

Estatuas nos pátios do Castelo
A Fonte de Matias (Mátyás Kut) encontra-se detrás da Galeria Nacional, representando a jovem camponesa, Ilonka a Bela, a apaixonar-se pelo Rei Matias durante uma caçada.

Museu Histórico de Budapeste
O Museu de História de Budapeste (Budapesti Történeti Múzeum) está localizado na Ala Sul do Castelo de Buda, estendendo-se por quatro andares. O museu apresenta a história de Budapeste desde as suas origens até ao final da era comunista. Também é nesta área que está a parte restaurada do Castelo Real Medieval, incluindo a Capela Real e a abobadada Galeria Gótica. A exposição mais interessante é a das esculturas góticas do Palácio Real. As estátuas foram feitas ao pedido do rei Segismundo de Luxemburgo, mais depois enterradas, e esquecidas. Nos anos 70 foram encontradas e agora figuram como partes de uma excelente exposição. Nos pátios exteriores podem ser vistos os jardins construídos nos medievais "zwingers" (vedações muradas). Dos jardins podemos ver uma maravilhosa vista da área circundante, a cidade medieval de Buda. Como partes do Castelo Real existem ali varias escavações e ruínas da época medieval. Muitas destas podem ser acedidas.

A Igreja Mathias
A Praça da Santíssima Trindade (Szentháromság tér) é a praça central do morro, em frente está um prédio gótico, construído no século XIII, como igreja consagrada á Nossa Santíssima Senhora. Na época medieval servia como igreja principal de Buda, aqui se proclamaram as guerras. O famoso rei Mathias decidiu construir uma torre e casar-se nesta igreja – até duas vezes! Por isso é que a igreja chama-se Mathias (a não confundir com São Mathias, o apóstolo). No século XVI os turcos ocuparam o distrito e converteram a igreja em uma mesquita. Pintaram-se as paredes em branco e evitaram representar figuras humanas ou animais.

O templo foi lugar de importantes acontecimentos como a coroação de Franz Josef e Elisabeth (Sissi) ou do último rei húngaro, Karl IV. Diz à lenda que em 1686 a Virgem apareceu aos turcos, que estavam orando. Eles tomaram como um sinal de derrota e perderam a cidade de Buda contra os Húngaros.

No final do século XIX. a igreja foi totalmente renovada, limpada dos diferentes estilos, e mantendo a estrutura gótica das muralhas, foi repintada, lembrando-se das épocas principais como templo cristão e mesquita turca.

O Bastião dos Pescadores
Foi edificado em 1895, em estilo neo-romântico, para decorar ainda mais a já fantástica Igreja Mathias e comemorar o aniversario da conquista Magiar. Constituído de sete torres, em homenagem às sete tribos magiares que se estabeleceram na bacia dos Cárpatos em 896 e fundaram o país da Hungria, Magyarország. Das torres do Bastião podemos desfrutar das vistas mais pitorescas de Peste, especialmente do Parlamento, da Ilha Margarida, da maravilhosa Ponte das Correntes e dos palácios na beira do Rio Danúbio. O monumento incorpora ainda uma linda estátua eqüestre do Rei Santo Estevão, fundador da nação. A estátua representa Santo Estevão com a cruz apostólica na mão e recebendo a maquete da Igreja Mathias.

Igreja Maria Madalena
Não longe do Bastão fica a ruína, na parte norte do distrito do castelo. Esta igreja foi a única igreja cristã durante o período otomano. Só ficaram uma torre e uma bonita janela dos tempos medievais, os restos ficaram em ruínas. A torre tem 24 sinos que marcam o tempo, tocando a cada meia hora.

Museu de História Militar
O Instituto e Museu de História Militar estão localizados no edifício do Quartel Nándor na Colina do Castelo de Buda (Budai Vár) e reúne artefatos da história militar húngara. Além do arsenal, a coleção de uniformes, bandeiras e numismática também são significativas.

Exposições permanentes:

“Armas de Mão”,
“A História das Forcas de Defesa Húngara, (Honvédség)” e
“13 Dias da Revolução de 1956".
O Labirinto (Budavári Labirintus)
O Labirinto é um sistema de túneis e cavernas formando um labirinto na área baixa do Castelo Real de Buda. Nas grutas subterrâneas que figuram uma rede de cerca de 11 quilômetros de comprimento, os primeiros vestígios do homem são de meio milhão de anos atrás. As cavernas naturais feitas pelo movimento vulcânico da terra e das águas foram pela primeira vez juntada pelos turcos para fins militares. Na década de 1930 um abrigo antiaéreo para dez mil pessoas foi criado, através da utilização de reforços de concreto. Hoje, uma seção de cerca de 1,5 quilômetros podem ser visitados.

As águas sempre escorrem nas cavernas calcárias e esta não é uma exceção. Após fortes chuvas, parece a um chuveiro em alguns lugares. A temperatura é de 14 graus Celsius, a umidade é de cerca de 90 por cento. Apenas um sinal na parede lembra-se do tempo durante a II Guerra Mundial, quando milhares de pessoas sobreviveram o cerco neste labirinto. Alguns dizem que o carteiro ainda desceu para entregar as cartas aqui.

Palácio Sándor (Sándor Palota)
O palácio de estilo neoclássico, construído no início do século XIX, foi quase totalmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Localizado na Colina do Castelo, perto do Teatro do Baile Húngaro, foi em tempos a residência do Primeiro-Ministro; reformado no início deste século, agora abriga os gabinetes presidenciais.

Teatro de Dança Húngara (Nemzeti Táncszínház), foi em tempos claustro dos carmelitas, reformado durante o reinado de Josef de Habsburg segundo como teatro. Neste prédio fizeram o primeiro teatro em língua húngara (sendo alemã a língua oficial durante 300 anos dos Habsburg. É o único prédio na Hungria, que foi utilizado como teatro no século XVIII e agora também serve como teatro. Nos nossos dias abriga o instituto da dança húngara.

Monte São Gerardo (Gellért Hegy)
A colina é denominada do São Gerardo (Szent Gellért em húngaro) quem foi um monge de origem veneciana no século XI. Ele veio para ajudar o primeiro rei húngaro a cristianizar os Magiares, que, chegando das estepes asiáticas, eram nômades. O povo húngaro tem que agradecer muito a este monge, graças a ele e a força organizatória da igreja cristã todos ficaram cristãos. Fundamos a igreja católica e organizamos o estado feudalista.

A Citadella
Em cima do Monte São Gerardo encontramos Citadella, uma fortaleza erguida dos Habsburg no século XIX para vigiar os Húngaros rebeldes e assim evitar a repeticao da revolução 1848-49. Durante o cerco da Segunda Guerra Mundial as tropas alemãs usaram a Citadella como um bunker. Durante a II Guerra Mundial foi utilizada pelos Alemães como posto de defesa antiaérea de Budapeste e como Bunker (há três niveis abaixo da terra) onde atualmente ha o museu de cera, no exterior encontra ainda alguns artigos antiaéreas utilizadas durante a guerra. Agora a Citadella serve como parador nacional. No topo do Monte está a Estátua da Liberdade, uma figura femenina com folha de palmeira nas mãos. Oficialmente esta estátua simboliza a Liberdade, mais quando foi erguida, era mais bem símbolo da ditadura soviética para o povo húngaro. Foi Marechal Voroshilov, que ordenou a construção e durante 40 anos os húngaros tiveram que sofrer o regime do bloque soviético, só em 1989 se libertou do sistema. Naquela época também se libertaram das estátuas comunistas, como a de Lênin, de outras estátuas para “agradecer” que a gente foi obrigado a erguer. Agora estão no Parque das Estátuas Comunistas (Szoborpark), com a exceção da “Dama com palmeira” que já ficou parte integrada do Monte São Gerardo. Passeando até a estátua vêem-se todas as partes de Budapeste.

Igreja das Rochas (Sziklatemplom)
Ao pé do Monte São Gerardo encontra-se a Igreja das Rochas (Sziklatemplom). Novidade: Há dois anos encontraram uma nova gruta de cristais abaixo do Monte de São Gerardo, próximo a Citadella. A gruta tem 60 metros a 18 metros, de origem de 300-500.000 anos É uma verdadeira sensação, porque normalmente o monte São Gerardo não é adequado para a formação de cristais. Consiste de três salas, cobertas de gesso, cálcio e aragonit. A gruta vai ser declarada protegida como sítio de patrimônio mundial pela Unesco.

Comprinhas
Mercado Central

É o maior mercado da cidade, instalado em um belíssimo prédio construído em 1897, situado na praça Fovám tér 1-3. Esta aberto de ter/sex 6h-18h e segundas até as 17h. Podemos encontrar tudo que se achar preciso, como: verduras, frutas, carnes para cada gosto, mesmo pescado na cave (não façam esperança demasiadas, pois a Hungria não é um pais de bom peixe!) e há inúmeras lojas de souvenir no primeiro andar! É um excelente ambiente!

Mercados de pulga
A ”Feira da Ladra” budapestense chama-se Ecseri. Encontra-se na Nagykorösi út 156. O grande dia é no sábado. Se quiser participar do leilão, tem que ir por volta das 6 da manhã!

Na Rua Váci
Para fazer compras podemos passear pela rua Váci, onde encontramos também lojas com produtos típicos da Hungria, souvenires, têxteis, produtos para o lar, malhas, roupa, cristais, porcelana etc. Mas para conhecer melhor como os húngaros fazem as compras do dia a dia, é melhor ir ao Mercado Central. Um dos produtos mais típicos da Hungria é a “paprika”, uma especiaria feita à base de pimentão com a coloração vermelho e de forte paladar. Existe a versão doce e também a picante. A paprika é usada em diversas comidas típicas húngaras, assim como ex: a sopa de “goulash”, guisado de frango “paprikáscsirke”, pörkölt ou paprikás. No nível da rua encontramos o verdadeiro mercado de verduras, frutas e carnes, as mercadorias para os turistas vendem-se no primeiro andar. Há diferentes bordados, (de Kalocsa, de Matyóföld, de Transilvania etc.), porcelana e cerâmica pintadas, cristal, produtos de madeira. Os vinhos merecem um estudo mais aprofundado. O vinho mais famoso do país vem da região de Tokaj. É um vinho doce, porque é feito de um tipo especial de uvas tardias (com botritis) e os húngaros bebem como sobremesa. O que é o mais cotidiano é a pálinka – aguardente, que pode ser feita de uvas, pêssego, pêra, cereja etc. Outra bebida famosa chama-se Unicum, que é um licor amargo, feito de 42 ervas medicinais. Foi inventado por o médico Dr. Zwack, para o imperador austríaco Josef II, como licor digestivo, mas os Magiares costumam bebe-lo cada hora do dia, mesmo sem problemas de estômago.

A Cozinha Húngara
O país tem uma vasta cultura culinária. O mais tradicional parece ao menos aos olhos dos turistas – a sopa de goulash, um grosso caldo com carne, batatas e cebolas, e naturalmente temperado com páprica. O que conhecemos do nome goulash, chama-se pörkölt, que pode ser feito de porco, de ternera, mesmo de ovelha ou frango. Se for feito com um bocado de creme azedo de leite, já leva o nome de paprikás.

A famosa panqueca húngara chama-se Palacsinta. Existem diversos recheios com: requeijão, damasco, cerejas, e a Palacsinta mais típica é a com ginja e sementes de papoula. Há também a Palacsinta para o gosto masculino: a Hortobagyi feita com galinha.

Hungria era um país tradicional de vinho. Hoje em dia bebe-se mais cerveja, ainda que o vinho seja também uma bebida muito apreciada. Temos 22 regiões de vinho, e com bons vinhos pra cada gosto. Cervejas húngaras como Borsodi, Dreher e Kobányai são bastante populares. A comida não é cara; vale então experimentar, e apreciar a gastronomia húngara.

Quando estiver na Rua Váci, parece uma boa opção o lugar chamado Fatal (a palavra quer dizer prato de madeira em húngaro!) localizado na Rua Váci 67. Lá pode ter comida húngara por 2.000HUF a 3.000HUF por uma porção, que é capaz de ser suficiente para duas pessoas. Ainda na Vaci encontra-se um barzinho/restaurante Verne, no número 60, no subsolo, que tem a decoração a base na história de Jule Verne 20.000 Léguas Submarina. O restaurante imita um submarino e serve pratos a partir de 1.500HUF. Há ainda muitas opções, e comer no primeiro andar do Mercado Central é um verdadeiro achado. É boa idéia ir ao subsolo do Mercado Central, no supermercado aproveitar dos queijos, salsichas e salames da região. Para gente com mais exigências e mais dinheiro: no outro lado da Ponte da Liberdade está já o fino restaurante, chamado Gellért. Antes aconselho ir banhar-se nos Banhos Termais Gellért no mesmo prédio!

A Cozinha Húngara
Para descansar depois do City Tour à tarde em Budapeste, podemos sentar em um dos cafés, barzinhos ou pastelaria.

O Café New York é o nome mais conhecido, o que nos promete um prédio, melhor dito um palácio do século XIX, reconstruído a poucos meses, combinando o estilo original romântico com a rafineria do ultimo grito do design italiano.

Outra idéia é a pastelaria Gerbeaud, no outro lado da Rua Váci. É uma das mais antigas da cidade, leva o nome da família suíça dos fundadores e também tem um bolo com este nome (bolo zserbó, zserbó szelet em húngaro).

Arredores movimentados com multidão de restaurantes
Liszt Ferenc tér (Praça Franz Liszt)

A Praça Liszt é uma zona pedestre no centro da cidade, um dos pontos mais populares da cidade com grande variedade de restaurantes interior e exterior, e cafés de cada tipo. No meio da praça ergue-se uma estátua de bronze deste famoso compositor húngaro e muito perto da praça está o prédio (estilo secession) da Academia de Música Ferenc Liszt.

Os cafés e restaurantes na Liszt Ferenc tér são populares tanto entre húngaros como turistas. Não variam de preço: os preços não são diferentes, são todos altos, mas os interiores sim, e há diferentes cozinhas também. Alguns deles aberto para café da manhã, enquanto os outros são mais animados durante a noite. Mais ai vai um detalhe aos brasileiros: na esquina da Avenida Andrássy- na Praça Franz Liszt fica a livraria “Irók Boltja”, famoso site do filme “Budapeste” de Walter Carvalho baseado no livro de Chico Buarque. Foi aqui, onde Jose Costa (alter-ego do Chico Buarque) e Kriska, a belíssima professora húngara se encontraram... A must-see para Brasileiros! No outro lado da Andrássy, 3, na praça Jókay está o barzinho “Kiadó Kocsma” – onde as idéias sobre o filme foram formadas – barzinho querido durante as filmagens.

O bairro IX de Ferencváros: a Rua Ráday
O bairro IX é uma rua pedestre famosa em toda a Europa pela sua vida noturna, bares, restaurantes. Perto do Mercado Central, em direção a Kálvin ter, podemos aproveitar para nos lançar a direita do desafio alternativo da Rua Ráday, a que os budapestenses chamam de Soho de Budapeste. Esta rua tornou-se trendy, muito popular ao sol de verão e ao frio do inverno também. Há muitos bares, restaurantes, galerias de arte contemporânea, a todo estilo, na hora alta e fora de horas. Lá está o incomparável Café Costes, que usa muito a fama da casa-mãe parisiense, o Hotel Costes e a música rítmica chique.

O que fazer em Budapeste?
Os banhos termais de Budapeste
Budapeste é famosa por sua origem vulcânica, e suas fontes e banhos termais. Não temos que aquecer as águas para os banhos, como temos grande número de fontes de águas termais e medicinais -há cerca de 50 espalhados pela cidade. A tradição datada de mais de 2 mil anos atrás. Temos fontes com temperaturas de 60-70, até 76 graus Celsius, piscinas que mantêm suas temperaturas todo o ano – mesmo ao ar livre – acima de 30° ou mesmo 40°. Em muitos banhos você nada do jeito que veio ao mundo, neste caso – como temos vergonha – separando homens e mulheres.

Além de banhos turcos, há piscinas ao ar livre, há mesmo hospitais e hotéis que oferecem águas para tratar reumatismo, problemas de metabolismo, e outras doenças.

Szécsenyi Fürdo
O maior e mais popular banho termal da cidade é o Széchényi Fürdo, no Parque Municipal chamado Városliget em húngaro. A água nasce da fonte abaixo da Praça dos Heróis. A fonte é tão abundante, que da não somente para o Szécsényi, mas também para os animais do Parque Zoológico. O Szécsényi tem um circulo constante de clientes e pacientes (uma terça parte do seu edifício é hospital onde curam somente com a água) que nadam todo o ano ao ar livre e fazem partidas de xadrez sobre água mesmo quando tiver temperaturas de ar abaixo zero. A temperatura de ar neste clima normalmente pode baixar até 12-15 graus negativos, e cada 8-10 anos mesmo até vinte tantos graus baixo zero. Dos turistas não esperamos tanta coragem, que saiam a nadar fora naquela altura!

Gellért Fürdo
O Banho Gellért em Buda, é o mais bonito e tem a maior fama no estrangeiro. Foi aberto em 1918, funciona dentro de um prédio de estilo Secession. As piscinas para nadar são mistas, uma grande com bolhas de ar a cada hora, esta tem como opção a abertura automática do telhado, quando se faz muito calor no verão.

No Banho Gellért há outra piscina ao ar livre, cada hora imitando o movimento do mar, foi inventada a substituir o mar perdido no tratado de Trianon em 1920, para os húngaros que choram sobre esta grande perda... Há piscinas separadas por sexo, esta última com opção de entrar desnuda.

Rudas Fürdo
Muito mais antigo é o Rudas, em Buda, próxima à ponte Elisabeth, ocupando um edifício com cúpula.

Király Fürdo
O mais antigo dos banhos é o Király, na Rua Fo utca, foi construído pelos turcos no século XVI. É separado por sexos, três dias por semana são os homens que têm direito de utilizar, e três dias as senhoras.

Aquincum (Óbuda)
Aquincum é o nome da capital da colônia romana Pannonia, cidade construída pelos romanos no primeiro século. Em Aquincum estão as ruínas de fortificação e cidade dos romanos que ocuparam a região durante 400 anos. Depois da queda do império, diferentes povos ocuparam Aquincum durante a grande migração dos povos. Os Húngaros, chegando da Ásia, ocuparam o território no nono século. Hoje em dia existe um museu, o Aquincumi Múzeum, reunindo vestígios da presença dos romanos e uma maquete da então colônia de Roma. Para visitar precisam-se umas três horas. Podendo também combinar com a visita da cidade barroca Fo ter, e os museus do escultor Imre Varga e do pintor Paul Vasarely.

Arredores de Budapeste
Szobor Park (Statue Park)
O Parque das Estátuas Comunistas está bastante distante do centro, mas pode ser alcançado por táxi ou de transporte público. Estabeleceram o parque para dar a possibilidade das futuras gerações chegar a conhecer o sistema totalitarista, o comunismo, ver as estátuas dos maiores líderes comunistas, em tamanho real e outras em tamanho político, ter uma idéia real de ilustres revolucionários. As gerações – mesmo as, que viveram na sociedade comunista, têm grandes dificuldades de explicar porque foi desta maneira, e porque não foi possível opor resistência, como é que a gente não podia lutar contra o comunismo. As estátuas, que durante o regime soviético estavam dispersas por todos os lados de Budapeste, oferecem esta polemica explicação. Temos grande honra e satisfação, que as testemunhas em pedra não desapareceram no alçapão da historia, que todas foram removidas com a queda do comunismo. Se você dispuser de tempo hábil, aconselhamos a visita para todas as gerações, será uma experiência imperdível! O Memento Park é onde ficam as estátuas da época do regime comunista que ficavam espalhadas pela cidade. Na época da queda do regime, Budapeste foi a única cidade que, ao invés de destruí-las, construiu um memorial para que a época do terror fosse lembrada e registrada por todas as gerações. Além delas, ainda podemos ver um filme que era altamente confidencial na época, de treinamento para espiões do regime (em russo, mas com legendas em inglês).

Mercado Público Ecseri
A Feira de antiguidades Ecseri é um tipo de Feira da Ladra do bloco soviético. Está bem longe do centro histórico, então a tentativa de descobrir as relíquias do Mercado Público de Ecseri precisa-se de bastante energia do turista, mas vale a pena, pois será uma experiência inesquecível.

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"O Parque Nacional da Serra da Canastra é um dos mais importantes parques brasileiros, foi criado em 1972 para abrigar a nascente do Rio São Francisco. A região da Canastra tem 200 mil hectares e abrange 6 municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória e Capitólio.

A pequena Delfinópolis é famosa por ter mais de 150 cachoeiras, se localiza a sudoeste do Estado de Minas Gerais, e é considerada o portal sul de entrada ao Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco.

O município de Delfinópolis possuí mais de 100 opções de cachoeiras, capazes de satisfazer todos os gostos, com quedas d´água que formam piscinas naturais, de incrível transparência.
Muitas dessas cachoeiras ficam dentro de complexos, possuem boa estrutura para atender ao turista.

A região é propícia para prática de esportes como:
mountain bike, moto trail, off road, rapel, boulder, escalada esportiva, voô livre, rafting, caminhadas, esportes náuticos, canoagem, pesca esportiva entre outros.

A chegada ao município de Delfinópolis pode ser feita pela estrada ecológica ou por balsa, que funciona 24 horas. A travessia é de apenas 15 minutos sobre o Rio Grande.

Um pouco da História de Deslfinópolis:
No século XIX, Violanta Luzia de São José, doou 288 hectares de terra para a construção da capela do Divino Espírito Santo. A partir daí, começou a se formar um núcleo chamado Povoado Espírito Santo da Forquilha. Em 1919, em homenagem ao governador do Estado, Delfim Moreira da Costa Ribeiro, a cidade recebeu o nome de Delfinópolis.


Com a implementação do turismo, a chegada do asfalto e as facilidades de deslocamento para cidades como Passos, Franca e Ribeirão Preto, a cidade passou por significativas modificações nos aspectos cultural, social e político, atraindo muitos turistas para o Porto da Praia Vermelha.


Onde você pode ir:


Cachoeiras do Claro
Complexo do Paraiso

Complexo do Serro Alegre

Condomínio de Pedras
Trilha da Casinha Branca
Cachoeiras do Luquinha e Lobão
Cachoeira da Maria Concebida (Água Quente)
Complexo Vale do Céu
Cachoeira do Ouro
Cachoeira Bateia
Cachoeira do Pavil
Cachoeira do Santo Antônio
Cachoeiras do Paraiso Selvagem
Cachoeira do Zé Carlinho
Corredeiras do Rio Santo Antônio
Represa do Rio Grande
Chapadão da Babilônia"

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23 - POVOS RIBEIRINHOS _Guardião - Segurança Eletrônica _Jogos Mais JT_os jogos mais divertidos
 

 

"Existe uma parte do Estado do Pará, ao norte do Amapá, pouco conhecida ou desconhecida de muitos paraenses. São as centenas de comunidades ribeirinhas, localizadas na divisa com o Estado do Amapá, muito mais próximas de Macapá do que de Belém. São localidades pouco habitadas, pertencentes a municípios paraenses como Chaves, Gurupá, Breves e Afuá.

A única via de acesso a elas são os caminhos naturais da Amazônia: os rios. As viagens, quase sempre são arriscadas, feitas em pequenas embarcações com pouca segurança e assusta quem é marinheiro de primeira viagem. Pessoas viajam em redes, ou espremidas entre mochilas e cargas. O que dá noção de distância não são quilômetros, mas sim o tempo que a embarcação leva da saída ao destino. Como um paradoxo, o cenário durante o percurso é compensador. A Capitania dos Portos de Macapá, com sede no município de Santana, possui pouco contingente e material logístico para fiscalizar o trânsito desses barcos. Daí, naufrágios em regiões ribeirinhas são comuns. A delegacia da Capitania em Macapá é responsável pela fiscalização dos 16 municípios do Amapá, além de toda a área das cidades paraenses de Afuá, Chaves, Gurupá, Breves, Portel e Porto de Moz.

A comunidade ribeirinha da Amazônia vive em casas de palafitas. As atividades desempenhadas por esta população são o artesanato e a agricultura, sabendo que a maioria das culturas e criações de animais são complementares à alimentação como caça, pesca e extrativismo vegetal.

Os ribeirinhos contam com poucos serviços públicos. Geralmente não contam com assistência médica e, quando moram distantes dos grandes centros, sofrem com a falta de meios de transporte e de comunicação.

Na época das grandes enchentes é a população que mais sofre pela cheia que invade suas casas. Para isso usam o recurso de subir o piso das casas de palafita com tábuas para que as águas não os alcancem.

Os povos ribeirinhos são descendentes dos migrantes nordestinos que ocuparam a Amazônia na segunda metade do século XIX atraídos pela propaganda oficial para trabalharem na extração do látex.

Os mais velhos – conhecidos como soldados da borracha – trabalhavam para abastecer a indústria bélica dos países aliados, por ocasião da 2ª guerra mundial.


Os homens recrutados para trabalhar nos seringais foram denominados Soldados da Borracha porque ao invés de ir para o fronte de batalha na Itália, participariam da guerra de outra forma extraindo o látex para a produção da borracha. Muitos homens de várias partes do país se alistaram para virem para a Amazônia, especialmente nordestinos. Muitos escolheram a selva, porque pensaram ser menos perigoso e ter mais chances de vida. Mal sabiam eles que teriam que enfrentar: doenças tropicais, índios, animais selvagens e solidão muita solidão. Estima-se que mais da metade destes trabalhadores nunca voltaram para casa. As dívidas feitas com os seringalistas eram impagáveis. O que acabava dificultando quem quisesse desistir."

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24 - A HISTÓRIA DO CHILE _Guardião - Segurança Eletrônica _Curiosidades JT_saiba tudo sobre tudo
 

 

"Os vários restos encontrados na zona falam que o Chile é um país que já era habitada cerca de 10000 anos antes de Cristo. No Paleolítico. Depois damos um salto na história deste país ao Chile pré- hispânico, para posteriormente chegar aos tempos actuais onde existem vários nomes e épocas de se destacam na sua história.

O Chile é um país que acolheu tribos de aimaras, atacameños, diaguitas, todos eles na época do Século XII e XIII aproximadamente, depois estabeleceram-se diferentes culturas, como a agrícola, influenciada pelo Império Inca. Depois, chegaram os Mapuches, e nas zonas mais austrais estabeleceram-se colónias indígenas como a dos yámanas.

Na Ilha de Páscoa, por exemplo, chama à atençao a cultura polinésia que se encontrou, uma cultura hoje em dia extinta.

Século XVI-século XX

Já no Século XVI, os descobridores chegaram ao Chile, em concreto foi Fernao Magalhaes em 1520 o primeiro a pisar este solo, percorrendo-o pelo Estreito que leva o seu nome, o Estreito de Magalhaes; a conquista definitiva do Chile, depois de várias tentativas, esteve a cargo de Pedro de Valdivia, quem fundou a cidade de Santiago de Nueva Extremadura em 1541, mais 20 anos depois da chegada de Magalhaes. Valdivia enfrentou os Mapuches na famosa batalha de Arauco.

Outro nome que se destaca na história do Chile foi o de Bernardo O'Higgins, quem em príncipìos do Século XIX inicia o processo de autodeterminaçao do Chile. Ele foi quem estabeleceu a Primeira Junta do Governo, com a famosa Pátria Vieja, se bem que a priemira tentativa foi abortada pelas tropas realistas. O Chile foi novemnte libertado em 1817 pelo General das tropas independentistas José de San Martín, depois da batalha de Chacabuco. Um ano mais tarde, o Chile tinha se tornado independente. A sua priemira constituiçao data de 1833.

A finais do Século XIX devemos destacar outro nome, o de José Manuel Balmaceda, presidente do Governo cujas diferenças com o Congresso desencadearam uma Guerra Civil.

Século XX

Em 1925, foi aprovada a Constituiçao do Chile que anunciava uma nova etapa no país, a República. Carlos Ibáñez del Campo foi o primeiro presidente da República do Chile, assumiu o Governo em 1927. Esta época foi bastante nefasta para o Chile, pois a secuelas económicas da Primeira Guerra Mundial faziam-se notar no país.

Ibáñez esteva na presidência do Chile até 1932, depois de anos conturbados, Pedro Aguirre foi eleito presisdente. Gabriel González Videla, Jorge Alessandri, Eduardo Frei Montalvo… foram outros presidentes do Chile.

Em 1970, o eleito foi Salvador Allende, uma nova etapa que começou com dificuldades pelos problemas económicos que haviam no Chile, exacerbada pela crise em 1972 e 73, uma crise que levou ao Golpe de Estado do ditador Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973, com o fim trágico de Allende.

Pinochet restaura a ditadura e suprime as liberdades, chega um período de repressao e de violaçao dos direitos humanos cujo balanço remonta a mais de 4,000 assassinatos, mais de 40,000 torturados e mais de 200,000 chilenos no exílio.

Em 1988 volta a democracia ao Chile, e Patricio Aylwin foi o primeiro presisdente eleito depois da ditadura, Eduardo Frei Ruiz-Tagle, Ricardo Lagos y Michelle Bachelet foram, cronológicamente, os presidentes eleitos da República do Chile."

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